Suspeita de coronavírus em Pelotas está sendo investigada
Vigilância Epidemiológica acompanha de perto o caso da mulher de 32 anos com suspeita de coronavírus na cidade
A Vigilância Epidemiológica (Vigiep) de Pelotas acompanha de perto o caso da mulher de 32 anos com suspeita de coronavírus na cidade. Nesta quinta-feira (30), ela procurou a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Areal, onde relatou sintomas similares aos dos pacientes contaminados pelo nCoV-2019 (novo coronavírus).
Como havia participado de um congresso internacional em São Paulo/SP - conforme relato da paciente -, com a presença de pessoas de todo o mundo, incluindo de países onde há casos confirmados da doença, ela foi encaminhada ao Pronto Socorro de Pelotas (PSP), passando direto para a área de isolamento da unidade, classificada como Sentinela da Influenza.
De lá, ela foi encaminhada ao Hospital Escola da Universidade Federal de Pelotas (HE/UFPel), onde permanece em isolamento e observação, até que saiam os resultados dos exames enviados ao Laboratório Central do Estado (Lacen). Enquanto isso, a Vigiep vai continuar monitorando a paciente e seus familiares.
Já fizemos o levantamento e vamos ficar atentos ao surgimento de sintomas nessas pessoas. Enquanto isso, estamos acionando nossa rede de saúde e nossos protocolos de atendimento, para que a entrada do vírus na cidade, se for confirmada, tenha um impacto reduzido”, disse a enfermeira da Vigilância, Rita de Cássia Carvalho.
Segundo ela, é importante que a população colabore e entenda que, no momento, somente pessoas que viajaram para países onde há casos confirmados ou tiveram contato com viajantes destes países precisam ficar atentas. “Não tivemos nenhum caso autóctone confirmado no Brasil, portanto, por enquanto, a possibilidade de contaminação ainda depende de certas características.”
Hoje, são considerados suspeitos os casos de pessoas que nos últimos 14 dias tenham tido viagem para a China e que venham a apresentar febre acompanhada de algum sintoma respiratório (tosse ou dificuldade para respirar), ou aquela pessoa que tenha tido contato com um caso suspeito e também tenha apresentado esse quadro clínico.
Etiqueta Respiratória
- Lave as mãos com sabão e água, ou com álcool, principalmente antes de consumir algum alimento
- Utilize lenço descartável para higiene nasal
- Cubra o nariz e a boca quando espirrar ou tossir
- Evite tocar mucosas de olhos, nariz e boca
- Higienize as mãos após tossir ou espirrar
- Não compartilhe objetos de uso pessoal, como talheres, pratos, copos ou garrafas
- Mantenha os ambientes ventilados
- Evite contato próximo com pessoas que apresentarem sinais ou sintomas da doença, e que tenham viajado para países onde a doença está ativa.
Acompanhe
Até o momento, 9 casos no Brasil se enquadraram na atual definição de caso suspeito para o novo coronavírus e a Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou Emergência de Saúde Pública de Importância Internacional para o novo vírus. Desde o final de dezembro, mais de 7,7 mil casos já foram registrados na China, com mais de 170 óbitos entre eles. Fora da China, foram confirmados 82 casos em 18 países.
Dúvidas e respostas*
Como o novo coronavírus é transmitido?
As investigações sobre transmissão do novo coronavírus ainda estão em andamento, mas a disseminação de pessoa para pessoa, ou seja, a contaminação por contato, está ocorrendo. É importante observar que a disseminação de pessoa para pessoa pode ocorrer de forma continuada. Alguns vírus são altamente contagiosos (como sarampo), enquanto outros são menos.
Ainda não está claro com que facilidade o novo coronavírus se espalha de pessoa para pessoa. Apesar disso, a transmissão dos coronavírus costuma ocorrer pelo ar ou por contato pessoal com secreções contaminadas, como:
- Gotículas de saliva;
- Espirro;
- Tosse;
- Catarro;
- Contato pessoal próximo, como toque ou aperto de mão;
- Contato com objetos ou superfícies contaminadas, seguido de contato com a boca, nariz ou olhos.
Os coronavírus apresentam uma transmissão menos intensa que o vírus da gripe e, portanto, o risco de maior circulação mundial é menor. O vírus pode ficar incubado por duas semanas, período em que os primeiros sintomas levam para aparecer desde a infecção.
Como é feito o diagnóstico do novo coronavírus?
O diagnóstico do novo coronavírus é feito com a coleta de materiais respiratórios (aspiração de vias aéreas ou indução de escarro). É necessária a coleta de duas amostras na suspeita do coronavírus. As duas amostras serão encaminhadas com urgência para o Laboratório Central de Saúde Pública (Lacen). Uma das amostras será enviada ao Centro Nacional de Influenza (NIC) e outra amostra será enviada para análise de metagenômica.
Para confirmar a doença, é necessário realizar exames de biologia molecular que detecte o RNA viral. O diagnóstico do novo coronavírus é feito com a coleta de amostra, que está indicada sempre que ocorrer a identificação de caso suspeito. Orienta-se a coleta de aspirado de nasofaringe (ANF) ou swabs combinado (nasal/oral) ou também amostra de secreção respiratória inferior (escarro ou lavado traqueal ou lavado bronca alveolar).
Como é feito o tratamento do novo coronavírus?
Não existe tratamento específico para infecções causadas por coronavírus humano. No caso do novo coronavírus é indicado repouso e consumo de bastante água, além de algumas medidas adotadas para aliviar os sintomas, conforme cada caso, como, por exemplo:
Uso de medicamento para dor e febre (antitérmicos e analgésicos);
Uso de umidificador no quarto ou tomar banho quente para auxiliar no alívio da dor de garanta e tosse.
Assim que os primeiros sintomas surgirem, é fundamental procurar ajuda médica imediata para confirmar diagnóstico e iniciar o tratamento.
Quais são os sintomas do novo coronavírus?
Os sinais e sintomas clínicos do novo coronavírus são principalmente respiratórios, semelhantes a um resfriado. Podem, também, causar infecção do trato respiratório inferior, como as pneumonias.
Os principais são sintomas são:
- Febre;
- Tosse;
- Dificuldade para respirar.
Qual a diferença entre gripe e o novo coronavírus?
No início da doença, não existe diferença quanto aos sinais e sintomas de uma infecção pelo novo coronavírus em comparação com os demais vírus. Por isso, é importante ficar atento às áreas de transmissão local. Apenas pessoas que tenham sintomas e tenham viajado para China ou países com casos confirmados são suspeitos da infecção pelo coronavírus.