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Síndrome gripal e respiratória aguda grave: como identificar a diferença dos sintomas

Em Pelotas, cerca de 2.900 pessoas já procuraram a rede municipal de saúde, com sintomas de síndromes gripais, do começo do ano até agora

Por Alessandra Senna 20-06-2020 | 11:57:06

Febre, mal-estar e dor de garganta. Esses foram os sintomas da gripe tratados pela bancária Monique Aguiar, 22 anos, há algumas semanas. Com ajuda de uma médica, através de aplicativo de mensagens rápidas, ela tomou alguns medicamentos, aproveitou o home office - permaneceu em casa -, e recuperou-se. Além do desconforto causado pela doença, Monique enfrentou uma dúvida comum entre muitas pessoas : como diferenciar os sintomas de Síndrome Gripal (SG) e de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) para procurar atendimento médico?

Vacina é recomendada para prevenir síndromes gripais e sua evolução - Fotos: Michel Corvello e Rodrigo Chagas

Segundo a pneumologista, professora da Faculdade de Medicina da UFPel, Silvia Macedo, a resposta está na identificação e no acompanhamento da evolução dos indícios gripais. As síndromes, explica a médica, são conjuntos de sinais e sintomas de alguma patologia e não a doença em si. 

" Síndrome gripal atinge as vias aéreas superiores - nariz, garganta, traqueia -, e se manifesta sob as formas de dor de garganta, mal-estar, dor no corpo, quadro febril, tosse. Mas, se ocorre uma evolução, comprometendo as vias respiratórias inferiores - pulmões -, aí temos a Síndrome Respiratória Aguda Grave, capaz de causar falta de ar, baixa na oxigenação do sangue e, até mesmo, mudança na coloração das extremidades - mãos e pés", explica a especialista.

Quando buscar atendimento?

Estas definições são as mesmas utilizadas no protocolo da Secretaria Estadual da Saúde, para reconhecimento das duas síndromes, adotado pelos serviços de atendimento à população - estratégia que se tornou fundamental, principalmente em tempos de pandemia do novo coronavírus. 

"Pacientes que têm síndrome gripal recebem orientação para utilizar remédios para dor e febre, e permanecer em casa. Aqueles que têm SRAG, ou seja, a evolução dos sintomas gripais, precisam buscar o atendimento médico com brevidade", alerta a médica. Em ambos os casos, a partir de avaliação do especialista, é indicada a realização da testagem para confirmar ou descartar a infecção pelo novo coronavírus.

Cerca de 80% dos casos, conforme Silvia Macedo, são relacionados ao conjunto de sinais de síndrome gripal. Em Pelotas, do começo do ano até agora, a Vigilância Epidemiológica já contabilizou cerca de 2.900 pacientes de síndromes gripais, contra 78 com Síndrome Respiratória Aguda Grave. 

Vacina da gripe

Conforme o endocrinologista, mestre em Epidemiologia e integrante do Comitê de Crise para ações de contenção e combate ao coronavírus, formado pela Prefeitura de Pelotas, Eduardo Machado, uma das formas mais eficazes de prevenir as síndromes gripais e sua evolução é fazer a vacina da gripe. "A imunização contra o vírus Influenza é um meio de prevenção, inclusive para outros vírus que tenham ligação com sintomas gripais leves ou graves", ressalta o médico.

A Campanha Nacional de Vacinação permanece, até o dia 30 de junho, com aplicação da dose nos grupos considerados prioritários. Em Pelotas, conforme dados da Epidemiologia municipal, crianças de até 6 anos e adultos com idade entre 55 e 59 anos têm os menores registros de proteção no município. "Os grupos de risco, como idosos, doentes crônicos - principalmente com problemas respiratórios -, não podem deixar de fazer a vacina, como forma de prevenir uma doença que pode ser fatal", enfatiza Machado.

  

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saúde, síndrome, atendimento, gripe, coronavírus, sintomas

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