Notificações da doença no Município cresceram nos últimos três anos

Prefeitura tem rede atuante no combate a sífilis

Notificações da doença no Município cresceram nos últimos três anos

Por Autor desconhecido 21-04-2018 | 10:52:40
Tags: saúde , sífilis , proteção , tratamento , doença

      O número crescente de casos de sífilis no País é uma preocupação e grande desafio aos governos para efetivação de políticas públicas de saúde. Em Pelotas, o Departamento de Infecções Sexualmente Transmissíveis (IST)/Aids da Secretaria de Saúde (SMS) busca novas estratégias para enfrentar a doença. Os casos registrados no Município, no primeiro trimestre desse ano, chegaram a 216. 

      O aumento da quantidade de pacientes com a infecção vem sendo acompanhado nos últimos anos. Em 2015, foram notificados 142 casos; em 2016, contabilizou-se 518 ocorrências; e, no ano passado, o contingente chegou à marca de 715 infectados. Um agravante é o fato de que, mesmo havendo notificação compulsória da enfermidade, a sinalização não ocorre em 100% dos casos, informa a chefe do Departamento IST/Aids, Maria Alice Rodrigues.

Somado ao total de pessoas que não sabem que estão com sífilis, este número é ainda maior do que parece”, afirma a chefe do Departamento. 

      No combate à doença, em 2015, foi criado o Comitê Municipal de Investigação da Transmissão Vertical da Sífilis, HIV e Hepatites Virais. Todas as contaminações confirmadas e informadas de sífilis em gestantes e congênita são investigadas, buscando apurar fatores que contribuam à incidência e propondo medidas para resolvê-los.

Foto: Arquivo - Ascom

      Todas as Unidades Básicas de Saúde (UBSs) oferecem testes rápidos para sífilis, HIV e hepatites virais, bem como preservativos masculinos e femininos. As UBSs também fornecem a medicação para o tratamento – feito à base de penicilina injetável. As doses podem ser aplicadas semanalmente, dependendo do quadro clínico. Por isso. é essencial, à cura, que a terapêutica seja completada sem falhas.

      As gestantes são a maior preocupação da SMS, pois a sífilis é transmitida ao bebê e pode causar surdez, cegueira, problemas neurológicos e até a morte. É recomendado que todas as grávidas realizem o teste rápido na primeira consulta do pré-natal.

Maior incidência

      A sífilis é uma doença que se pensava estar quase erradicada em razão das campanhas do uso de preservativo, motivadas pelo aparecimento do vírus HIV. Durante alguns anos, o cenário melhorou. Contudo, devido ao avanço das medicações destinadas às pessoas que vivem com AIDS, a proteção foi deixada um pouco de lado, sofrendo queda significativa no Brasil. 

      Com o sexo desprotegido, a sífilis foi ganhando espaço e, hoje, é considerada uma epidemia pelo Ministério da Saúde. No Município, conforme os dados do Sistema Nacional de Agravos de Notificação (Sinan), foram registrados mais de 2,1 mil casos entre 2015 e o primeiro trimestre de 2018:

Arte: Mariana Valente
Usar preservativo nas relações sexuais, fazer o teste rápido para sífilis e seguir o tratamento até o fim são as melhores maneiras de prevenir e controlar a infecção”, enfatiza Maria Alice.
Alt+1 (conteúdo) • Alt+2 (menu)
Alt+3 (busca) • Alt+4 (rodapé)