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Paula articula soluções à pandemia com outros prefeitos da Zona Sul

Medidas de combate ao novo coronavírus estiveram em pauta na audiência virtual, que ocorreu através de videoconferência

Por Adriana Rabassa 27-04-2020 | 16:32:15

O número de leitos para internação de pacientes com confirmação ou suspeita do novo coronavírus esteve na pauta da reunião dos membros da Associação dos Municípios da Zona Sul (Azonasul), nesta segunda-feira (27), realizada por meio de videoconferência. A prefeita Paula Mascarenhas participou da audiência virtual e abordou a situação da cidade após o decreto municipal que autorizou a retomada lenta e gradual de algumas atividades econômicas. A gestora-chefe também destacou as ações e políticas adotadas na contenção da contaminação pelo patógeno Sars-Cov-2 em Pelotas.

'Temos de apertar as medidas de enfrentamento da pandemia e contar com o engajamento da população' – Fotos: Gustavo Vara

Em relato aos prefeitos, Paula avaliou a resposta da população, após o enrijecimento das medidas de combate à doença (Covid-19). Ela esclareceu que a decisão foi tomada em acordo com o Comitê de Crise, após observar crescimento no estresse da população em decorrência do isolamento social. Lembrou ainda que o objetivo desta providência é evitar o crescimento rápido da curva de contágio, de forma que o Poder Público consiga garantir a quantidade de leitos necessários ao tratamento dos infectados.

“Pelotas tem, hoje, 58 leitos de enfermaria e 31 leitos de UTI para tratar pacientes com suspeita ou confirmação de coronavírus. Precisamos de tempo a fim de garantir o número mínimo de vagas indicado no estudo da UFPel. Por isso, temos de apertar as medidas de enfrentamento da pandemia e contar com o engajamento da população nessa tarefa”, destacou a prefeita.

A promessa do Ministério da Saúde de enviar 20 respiradores para compor a estrutura hospitalar de Pelotas também foi assinalada pela chefe do Executivo pelotense. O município terá 88 UTIs dedicadas à Covid-19, se a previsão se confirmar. Caso não ocorra, a Prefeitura garantirá o aluguel dos ventiladores pulmonares com vistas a suprir a demanda prevista em estudo da Universidade Federal de Pelotas (UFPel).

Também foi sugerido, pelos colegas da Azonasul, o contato com o Centro de Epidemiologia da UFPel, a fim de que construir uma previsão da necessidade de leitos. Esse levantamento fornecerá uma estimativa, capaz de fornecer subsídios às prefeituras na busca de soluções. Os prefeitos de Rio Grande, Canguçu, Piratini, Pedro Osório, Herval, Chuí e Turuçu participaram das discussões.

Cidades de referência

Por serem considerados municípios de referência em alta complexidade na região, Pelotas e Rio Grande absorvem a demanda das cidades menores do seu entorno, enfatizou o prefeito rio-grandino, Alexandre Lindenmeyer. Segundo ele, a flexibilização, até o momento, foi mínima, apenas no sentido de permitir que estabelecimentos comerciais possam vender por delivery. “Mudanças mais drásticas só serão permitidas quando a cidade puder garantir estrutura mínima de atendimento dos casos do novo coronavírus”, garantiu Lindenmeyer.

Sobre o receio de não conseguir proporcioná-la, Paula observou que a demanda local, somada a de outros municípios que buscam atendimento em Pelotas, pode gerar um colapso na rede pública de saúde, como ocorre em outras localidades. Para evitar essa sobrecarga, a prefeita fez um apelo aos demais gestores: a avaliação da viabilidade de cada um assegurar, ao menos, um leito de UTI, com a compra do equipamento – que varia entre R$ 60 mil e R$ 120 mil – ou através do aluguel – investimento de R$ 24 mil mensais por unidade.

Alguns chefes do Poder Executivo questionaram acerca da instalação das UTIs, confirmada a oferta efetiva de leito, uma vez que há municípios cujas realidades não incluem, sequer, a existência de hospitais. A respeito dessa precariedade, Lindenmeyer e Paula aconselharam a abertura de espaço nas casas de saúde que ainda têm estrutura para receber novos leitos.

Adesão às máscaras

O relato dos prefeitos quanto à dificuldade de adesão da população às medidas de afastamento foram unanimidade. Assim como em Pelotas, a utilização de máscaras para ingressar em estabelecimentos comerciais, supermercados e repartições públicas é uma exigência nas demais cidades. No entendimento da prefeita Paula, “não é possível obrigar a população a usar máscara, mas faz parte das obrigações dos comerciantes assegurar que o público acesse o estabelecimento apenas fazendo uso dessa proteção”.

Confira as fotos da reportagem no Flickr da Prefeitura.

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