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Parceria da Prefeitura com voluntário revitaliza ala da Santa Casa

Júlio Moura, reconhecido pela reforma de áreas de hospitais, integrou-se ao 'Mão de Obra Prisional' para qualificar espaço voltado a pacientes da Covid-19

Por Paulo Ienczak 14-04-2020 | 17:54:45

Doar parte do seu salário e o próprio esforço, com mão de obra, para requalificar espaços de uso público, como creches, escolas, hospitais e pronto socorros. Essa é uma das motivações de vida para o voluntário Júlio Moura, de 52 anos. Desde quinta-feira (9), ele tem passado suas tardes na ala Sagrado Coração de Jesus, na Santa Casa de Misericórdia de Pelotas, que está sendo revitalizada por meio de uma parceria com o projeto Mão de Obra Prisional (MOP), do Pacto Pelotas Pela Paz da Prefeitura.

O local, que comporta 38 leitos, copa e banheiros, está sendo preparado para receber pacientes de Covid-19, doença causada pelo novo coronavírus

Júlio passa as tardes reformando a ala destinada a pacientes da Covid-19 – Fotos: Michel Corvello
 “O Júlio nos procurou e fizemos essa parceria, para revitalização de uma ala da Santa Casa destinada ao atendimento de enfermos da Covid-19. Já conhecíamos o trabalho dele, e nesse momento a união é muito importante para enfrentarmos a pandemia”, conta o coordenador do MOP, Leandro Thurow.
Equipe do Mão de Obra Prisional atua na revitalização da ala Sagrado Coração de Jesus – Fotos: Michel Corvello

Com mão de obra do próprio voluntário, que adquiriu o material, e de quatro profissionais do projeto – em revezamento ao longo da semana –, a reabilitação da área inclui pintura, aplicação de gesso e massa corrida, lixamento das paredes, portas e janelas. 

“Com a ajuda dos guris do MOP, não tive de gastar com mão de obra, então deu para comprar um material de melhor qualidade, tinta premium... Vai dar outra cara pra esse espaço”, explica Júlio.   

O participante do programa, que atuava na tarde desta terça-feira (14) e preferiu não se identificar, conta que é uma satisfação poder contribuir nesse momento. “Trabalho no projeto há um ano e meio. É muito bom, e estamos dando uma ajuda nessa questão do coronavírus também”, conta. Apenados que integram a iniciativa ganham 75% de um salário mínimo como remuneração, e, a cada três dias trabalhados, reduzem em um dia o seu tempo de condenação a ser cumprido.

Júlio trabalha voluntariamente no apoio a hospitais há cerca de 20 anos. Nesse período, já prestou apoio ao Pronto Socorro de Pelotas (PSP), Hospital Escola (HE) da Universidade Federal de Pelotas (UFPEL), e outras alas da própria Santa Casa. Quando circula pelos setores das casas de saúde que já foram beneficiadas por seu trabalho, diz que se sente satisfeito ao ver os pacientes instalados com mais conforto. “Muitos querem andar com carro importado, dinheiro na conta, mas minha felicidade é estar aqui, com saúde, e contribuindo com algo que é para todos”, finaliza.

Confira as fotos da reportagem no Flickr da Prefeitura.

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