Programa coordenado pela SMS auxilia pacientes do município que queiram viver com saúde

Grupos das UBSs incentivam tabagistas ao abandono do hábito

Programa coordenado pela SMS auxilia pacientes do município que queiram viver com saúde

Por Autor desconhecido 31-05-2019 | 09:37:06
Tags: tabagismo , grupo de apoio , secretaria de saúde , sms

No Dia Mundial Sem Tabaco, 31 de maio, a Prefeitura, por meio da Secretaria de Saúde (SMS), chama a atenção para um hábito adotado por muitos pelotenses: o tabagismo. Conforme a Organização Mundial da Saúde (OMS), o uso do cigarro é responsável por 90% das mortes por câncer de pulmão, 25% dos óbitos por doenças cerebrovasculares, como o AVC, e quase metade das mortes por infarto.

Para tentar combater o problema, a Prefeitura criou o Programa Municipal de Cessação do Tabagismo, coordenado pela SMS, conforme orientações do Ministério da Saúde. A iniciativa envolve avaliação clínica dos pacientes, abordagem intensiva individual ou em grupo e, caso necessário, terapia medicamentosa.

Pacientes são acolhidos nas UBSs e participam de grupos de apoio – Fotos: Daiane Santos

Em Pelotas, semanalmente, grupos reúnem-se nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs) integrantes do programa, para discutir o tema e ensinar mecanismos que ajudem os usuários a pararem de fumar. É o que ocorre na UBS do Sítio Floresta. Por lá, a enfermeira Ivani Ludtke coordena um grupo de oito pessoas interessadas em largar o hábito de fumar. Durante os encontros, cada um tem a chance de contar suas dificuldades, comemorando também as pequenas vitórias diárias.

No caso da dona de casa Leonice*, 52 anos, o fato de ter reduzido o número de cigarros consumidos no dia a dia, foi um grande passo. “Antes eu fumava 50 por dia, agora estou conseguindo fumar dois. Meus filhos me elogiam; sinto o gosto das coisas e isso só me motiva a continuar em frente”, afirma.

O exemplo dela inspira Raquel, 43 anos, que ainda não consegue ficar sem fumar. “Eu até reduzi, mas ainda preciso do cigarro e fico irritada quando não posso; desconto no meu marido. Ainda tenho que melhorar, mas o grupo está me ajudando”. Enquanto ouve o depoimento de cada um, Ivani – auxiliada pela estudante de enfermagem Raquel Vieira – vai orientando e anotando tudo o que é dito.

É a partir desses apontamentos que o melhor tratamento ou a necessidade do uso de medicamentos é avaliado. Os remédios oferecidos ao município, através do Ministério da Saúde, são o Cloridrato de Bupropiona 150 mg e adesivos transdérmicos, com nicotina de 7mg, 14mg e 21mg. “Sempre que necessário, utilizamos as medicações. Parar de fumar não é fácil, é um processo que exige paciência e cujos resultados variam de paciente para paciente”, explica.

Dependência

Segundo o Ministério da Saúde (MS), o cigarro causa três diferentes tipos de dependências: a física, quando o organismo do fumante se acostuma a receber uma certa dose de nicotina e, quando ele deixa de fumar, o corpo sente falta e precisa se adaptar à ausência dessa substância; a psicológica, em que o cigarro serve, muitas vezes, como um amortecedor para as emoções, sejam elas desagradáveis ou não; e a de hábito, quando o fumante estabelece uma rotina no uso do cigarro, associando o ato com algumas atividades, como tomar um café ou fumar após as refeições.

A enfermeira Bianca Lopes Leal, do Núcleo de Atenção à Saúde do Adulto da SMS, explica que para a inserção do paciente nos grupos de tabagismo é feito uma consulta inicial na UBS, com profissional capacitado pelo Instituto Nacional do Câncer (Inca). Avaliadas as condições clínicas do paciente, o profissional direciona este ao tratamento. Os grupos acontecem alternadamente em todos os bairros da cidade. Para participar, o paciente precisa procurar a unidade de saúde mais próxima da sua casa. Mais informações podem ser obtidas pelo telefone (53) 3284-7717.

*Identidades alteradas para preservar a privacidade das pacientes

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