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Equipes da saúde estão prontas para atender e precisam de proteção

Coronavírus: profissionais da área estão mais expostos aos riscos, mas seguem no atendimento dos casos suspeitos da Covid-19 e outras doenças

Por Alessandra Meirelles – MTb/RS 10052 20-03-2020 | 13:34:22

Em meio a tantas decisões sociais e governamentais, que vêm suspendendo serviços e fechando estabelecimentos, se existe uma área sobre a qual não existe discussão referente à manutenção, ou não, é a da saúde pública. Todas as unidades, da Unidade Básica de Saúde (UBS) à Unidade de Terapia Intensiva (UTI), seguirão funcionando e atendendo quem delas precisar. Apesar de Pelotas não ter nenhum caso confirmado da Covid-19, causada pelo novo coronavírus, toda a estrutura está preparada à prevenção e ao enfrentamento do problema, quando e se ele surgir.

No entanto, é importante lembrar que, por trás desta rede, estão pessoas, como as que desempenhas funções por meio de teletrabalho ou que foram dispensadas, temporariamente. São homens e mulheres que possuem pais, avós e filhos. Eles usam todos os equipamentos de proteção individual (EPIs), previstos na legislação – tais como álcool gel, luvas e máscaras adequadas a cada situação –, e são orientados à maneira mais adequada de manter as suas famílias seguras. Ainda assim, dependem do comportamento de cada um que passa pelas unidades: é imprescindível que todos sigam as orientações a fim de evitar a ampliação da contaminação.

Estrutura na UPA

Na noite dessa quarta-feira (18), os servidores da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Areal postaram uma foto, mostrando que estão à disposição para examinar quem desconfiar dos principais sinais da enfermidade, e pedindo que fiquem em casa todos os indivíduos que puderem. De acordo com o coordenador, Guilherme Bergmann, só na UPA são feitos cerca de 8 mil acolhimentos e 6,5 mil atendimentos médicos por mês, que envolvem 108 servidores.

São 30 médicos; 28 técnicos em enfermagem; dez enfermeiros; 12 assistentes administrativos; 11 auxiliares de serviços gerais; dois farmacêuticos; quatro auxiliares de farmácia; um técnico em segurança do trabalho; um assistente social; um auxiliar de manutenção; seis pessoas na portaria; uma na direção e uma na supervisão. 

Segundo o coordenador Bergmann, apenas na UPA são feitos cerca de 8 mil acolhimentos e 6,5 mil atendimentos médicos por mês – Foto: Equipe da UPA

A UPA Areal continua recebendo pacientes com diversos tipos de doenças e vítimas de acidentes. Por isso, especialmente nesta fase, é importante avaliar quem deve ir até cada um dos locais, evitando riscos desnecessários a si, a outros usuários, e aos próprios funcionários da saúde – neste momento, estão na linha de frente e muito expostos. O Pronto Socorro não deve ser procurado, já que se dedica a ocorrências de urgência e emergência. Renovação de receitas de medicamentos de uso contínuo precisam ser feitas nas UBS.

Como cessar a transmissão

A médica Andrea Guadalupe é servidora em uma UBS e na UPA. Ela conta que o marido trabalha em casa e o filhos adolescentes estão com as aulas suspensas. Como está muito exposta a todos os riscos, mesmo usando todos os equipamentos de segurança, ao chegar em casa vai direto para o banho e separa as suas roupas, que ela mesma lava à mão e procura não misturar com as peças dos demais integrantes da família. As lavagens manuais são frequentes e, o que já era um hábito familiar, agora é reforçado.

A profissional diz que a diferença em casa é que eles têm menos abraços e beijos. “Não diminui o afeto, mas o contato físico tem de ser reduzido; faz-se necessária muita conversa”, afirma. Andrea diz que é muito importante passar informação correta e calma aos usuários do SUS. “O medo não pode nos ganhar. Precisamos nos manter calmos e nos preparar”, explica. A médica fez um pedido especial àqueles que podem ficar em casa. “Nós não temos opção, mas quem tem deve ficar na sua residência. É a única forma de interromper a transmissão.” Lembra, também, que não se trata de algo pessoal – é um esforço coletivo a partir do qual se pensa em todos.

Paciente ou família ao procurar atendimento, em caso de suspeita de coronavírus

  • Devem buscar atendimento as pessoas que tenham sintomas gripais com falta de ar. A falta de ar é o sintoma diferencial para a suspeita do coronavírus.
  • Além dos sintomas, para procurar as unidades o cidadão precisa ter viajado ou entrado em contato com alguém que viajou aos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia, ou a outros países.
  • Cumpridos os passos anteriores, deve procurar a UPA, pois, nesta situação, o material será coletado lá mesmo. Se não viajou nem esteve em contato com quem foi a estes locais e segue com falta de ar, a orientação é ir à UBS mais próxima em busca de atendimento.

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