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Central de Teleconsulta realiza 865 atendimentos em um mês

Em média, 30 pessoas ao dia procuram o serviço por apresentar algum sintoma de síndrome gripal

Por Alessandra Senna 17-05-2020 | 13:00:12

Há um mês, os moradores de Pelotas passaram a contar com o atendimento de profissionais da saúde por telefone: a Central de Teleconsulta Covid-19. Pelo número 0800 6485 319, o serviço da Prefeitura, realizado em parceria entre Secretaria Municipal de Saúde (SMS), Companhia de Informática de Pelotas (Coinpel), Universidades Federal e Católica de Pelotas e Hospital Escola da UFPel, já atendeu 865 pessoas. Desse total, 118 foram orientadas a realizar isolamento domiciliar por apresentarem sintomas de síndrome gripal.

A comerciária Avanir Pereira, de 38 anos, não pensou duas vezes em ligar para a Central de Teleconsulta, após a empresa em que trabalha pedir que ela se afastasse por apresentar sangramento pelo nariz e tosse. "Foi de muita valia. O médico disse que poderia ser sinusite ou até asma, e fui encaminhada para a UPA. Fiz alguns exames e estou tratando da asma, mas fui orientada a manter o isolamento domiciliar. Se não existisse esse serviço, talvez eu não estivesse em tratamento", relata a paciente.

Depois do encaminhamento a uma unidade de referência para casos de possíveis síndromes gripais, Avanir passou a ser monitorada pela equipe da Central. Além da consulta realizada por telefone, os pacientes que têm necessidade de atendimento médico presencial e isolamento domiciliar são controlados até que apresentem melhora. "Fazemos o acompanhamento do doente até o final, sempre ligando para a pessoa. Hoje estamos monitorando 25 pacientes, dos quais Ârês positivaram para Covid-19", explica a enfermeira da SMS, uma das coordenadoras do programa, Ângela Lima.

 Atendimento via telefone é feito diariamente por profissionais da saúde - Foto: Divulgação/SMS 

Profissionais em teletrabalho

O trabalho é quase ininterrupto para cerca de 100 médicos, enfermeiros, educadores físicos, terapeutas ocupacionais, e psicólogos que atuam de casa, devido à pandemia do novo coronavírus. Marina Tokumoto Sequeira, médica da Saúde da Família e Comunidade, professora da UCPel, responsável pelo trabalho de monitoramento das pessoas, explica que, para o paciente, esse serviço é mais confortável e, no momento, mais seguro, já que a maioria das dúvidas é esclarecida durante o teleatendimento.

"A telemedicina ainda é muito promissora. Já temos outros serviços que funcionam desta maneira e são ótimos. A nossa maior dificuldade é o fato das ligações serem feitas somente por áudio. Então, em alguns casos, geram dúvidas. Para estes casos, temos o respaldo das unidades básicas e da UPA para avaliações presenciais", declara Marina.

Profissional orienta pessoas mediante relato da situação - Foto: Divulgação/SMS

Dados

Segundo levantamento feito pela Central de Teleconsulta do dia 13 de abril, quando entrou em funcionamento, das 118 pessoas orientadas a manter isolamento domiciliar, 43 delas apresentarem algum problema de saúde crônico, sintomas gripais, mas sem febre. Todas foram encaminhadas para alguma Unidade Básica de Saúde. “Outras 16 pessoas, que entre os sintomas apresentaram febre, tiveram orientação de procurar a UPA", aponta Angela.

O controle do serviço ainda aponta as mulheres como maioria da população que busca esclarecer dúvidas e, principalmente, a Teleconsulta. A faixa etária de 78% dos pacientes abrange desde adolescentes até pessoas com 60 anos.

Atendimento

A Central de Teleconsulta, pelo número 0800 6485 319, funciona em regime de plantão. Para atendimento pré-clínico, a população pode fazer contato de segunda a segunda-feira, das 8 às 18h. Consultas com psicólogos são realizadas de segunda a sexta-feira, neste mesmo horário.

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