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Alunos do Start criam projetos de startups para enfrentar a pandemia

Propostas de empresas foram apresentadas como trabalho final do curso online desenvolvido pelo Pacto Pelotas Pela Paz

Por Paulo Ienczak 08-08-2020 | 15:19:43

Cerca de 40 alunos da primeira turma do curso Start Online, projeto do Pacto Pelotas Pela Paz que trabalha o protagonismo juvenil e a preparação para o mercado, apresentaram seus trabalhos finais de conclusão na sexta-feira (7). O objetivo era propor a criação de uma startup com foco no empreendedorismo social. Boa parte das ideias focou em questões de enfrentamento da pandemia do novo coronavírus, ajuda aos grupos vulneráveis e estratégias para utilizar a tecnologia como ferramenta para a inclusão.

Os alunos se dividiram em oito grupos. O embasamento dos estudantes foi o conteúdo abordado na formação online, que teve duração compacta de um mês e meio, com palestras virtuais sobre empreendedorismo empresarial e social, criação de currículos, mercado de trabalho e noções básicas de capitalismo e globalização. A iniciativa contou com a parceria da Fundação Gaúcha do Trabalho e Ação Social (FGTAS)/Sine e do Centro de Integração Empresa-Escola (CIEE). 

Antes da pandemia o Start era oferecido em modalidade presencial, em algumas escolas municipais e no Centro de Referência de Assistência Social (Cras) São Gonçalo. Com a necessidade do isolamento social, essa foi a primeira turma a concluir a formação virtual, com auxílio de aplicativos de vídeo, grupos de bate-papo e aulas com conteúdos em áudio, em formato estilo podcast, vídeos e textos. 

Todos os projetos previam uma forma de divulgação, possíveis parcerias com instituições, estratégias financeiras e solução de problemas da sociedade, para o contexto atual de isolamento e para o pós-pandemia.

Alunos da Escola Municipal de Ensino Fundamental (Emef) Francisco Carúccio, do Colégio Municipal Pelotense e egressos do módulo presencial integraram a primeira turma do Start Online. Todos os participantes receberão um certificado. . 

Conheça os projetos apresentados 

Aplicativo APSL (sigla para apoio solidário): com inspiração em jogos de celular que utilizam da localização por GPS, o aplicativo proposto por um dos grupos viria para facilitar a identificação de pessoas com necessidades financeiras e sofrimento psicológico durante a pandemia. Pelo app seria possível doar itens de limpeza e alimentação, então distribuídos para quem mais precisa nas Unidades Básicas de Saúde (UBS), que funcionariam como centros de recuperação de energia, semelhante aos que existem em determinados jogos virtuais. 

Viva Vila: A startup Viva Vila se baseia na criação de um centro cultural em uma comunidade, com apresentações artísticas e gastronomia desenvolvida pelos próprios moradores, e preocupação com a acessibilidade de pessoas com deficiência e sustentabilidade ecológica. O local abriria espaço para artistas locais, com objetivo de descentralizar as atrações culturais no município. “A ideia é, com consciência ecológica, criar um local simples, mas com muito carinho, para a comunidade”, explicou a estudante Kethlyn Couto. 

Aplicativo Smiles: com possibilidade de contato por mensagens de texto ou áudio, o Smiles apresentaria uma alternativa de escuta para aqueles que sofrem com a solidão durante o isolamento social. Em um primeiro momento a ferramenta atenderia prioritariamente os idosos de asilos, que acabaram ficando mais isolados com a pandemia. 

Community: o aplicativo Community serviria tanto de canal para compra, venda e troca de mercadorias como para arrecadações, doações e financiamentos coletivos de projetos. A receita do app viria de anúncios e a estratégia de divulgação seria o marketing digital. A parte solidária seria com frete grátis, pois, de acordo com os proponentes, “caridade não é negócio”. 

SafeCom: o aplicativo SafeCom é para garantir uma comunidade mais segura e acolhedora, com foco na assistência para a população de rua e animais abandonados. Mediante autorização os usuários postariam fotos de pessoas que estão morando na rua, com sua localização mais habitual, para mobilizar doações, o mesmo podendo ser feito para intermediar a adoção de animais. 

Finish: a Finish seria uma startup de consultoria de marketing, gestão de pessoas e finanças, com foco em auxiliar pequenas e médias empresas que passam por dificuldades durante a pandemia. O apoio incluiria o enfrentamento de crise, e a adequação de planos para a realidade de cada cliente, segundo explicaram os alunos Artur, Malu e Monique.

App Check Up: o aplicativo Check Up busca a solução para a baixa procura por exames e consultas de rotina e para outras enfermidades durante a pandemia. Pelo celular a pessoa poderia agendar idas ao médico sem sair de casa, de acordo com a sua localização, em parceria com o sistema de saúde público e privado, o que evitaria aglomerações nas unidades de saúde e clínicas particulares. A monetização do app seria por propaganda. 

AD Aprendendo com Diversão: aplicativo voltado para estudantes dos primeiros anos do ensino fundamental e pais, para auxiliar nas aulas online durante a pandemia. Por meio de jogos e brincadeiras virtuais os alunos aprenderiam de forma lúdica os conteúdos, em casa, com acompanhamento dos pais para os mais novos. Sistema poderia ser utilizado por escolas públicas como ferramenta para manter vínculo com os estudantes.

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start, jovens, pacto pelotas pela paz, iniciativas inovadoras, coronavírus, preparação mercado de trabalho

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