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Prefeitura de Pelotas

Desenvolvimento Econômico

Promoção Comercial

Moda Pelotas

"Moda Pelotas..." é um projeto que realiza anualmente 2 (duas) mostras da moda local, organizadas na forma de grandes desfiles que ocorrem a cada estaçao.
Trata-se de um programa de Promoçao Comercial que se constitui de açoes que visam o fortalecimento de nossas empresas, a atraçao de novos investimentos, a valorizaçao da produçao local, a difusao e divulgaçao de nossos produtos e a incidencia nos hábitos de consumo da comunidade pelotense e da regiao.

As açoes do Programa Mais Pelotas sao: O Estímulo e apoio a participaçao em Feiras de Negócios, o desenvolvimento da Marca de Pelotas, Incentivos Fiscais e Nao Fiscais, o Fornecimento de Crédito Produtivo, Formaçao e Capacitaçao e Promoçao de Atividades Locais.

Dentre estas açoes está o Moda Pelotas, que visa a valorizaçao e promoçao dos produtos de moda e vestuário produzidos em nosso Município , através da apresentaçao desta para a sociedade pelotense e regional."

Programa Setorial Doces de Pelotas

O Programa Setorial Doces de Pelotas é uma iniciativa da CDL – Câmara de Dirigentes Lojistas de Pelotas juntamente com o SEBRAE e Prefeitura Municipal de Pelotas, Universidade Católica de Pelotas, com duraçao de um ano.

Os doces de Pelotas fizeram fama em todo o país abastecendo grandes festas da diplomacia brasileira, casamentos famosos e recepçoes de requinte. Beneficiado pela intensificaçao do turismo, o ramo de Doces de Pelotas vivencia um contexto favorável para o seu desenvolvimento econômico, o que se traduz em múltiplas oportunidades de geraçao de renda para um expressivo contingente de pequenos empreendedores.

A FENADOCE - Feira Nacional do Doce já é um evento consagrado no cenário nacional e coloca Pelotas, em definitivo, nos roteiros turísticos do País, como a Capital do Doce e Cidade dos Alimentos.

O programa trabalha açoes nas áreas de desenvolvimento comportamental, empreendedorismo, capacitaçao empresarial, qualificaçao da produçao, resgate da história do doce portugues e formas associativas de produçao.

A participaçao da Prefeitura Municipal de Pelotas, através da Secretaria de Desenvolvimento Econômico no programa, faz parte das políticas de desenvolvimento e apoio ao pequeno empreendedor.

Um pouco da história do surgimento dos doces em Pelotas

É difícil definir quando exatamente os doces surgiram em Pelotas. Sabe-se que sua origem teve influencia de Portugal, país onde era intensa a produçao de tais guloseimas. Os doces foram introduzidos pelos lusos por volta do início do século XIX e em Pelotas mais certamente a partir da década de 1860, quando começa o período de apogeu de nosso município. De 1860 a 1890 serao intensas as investidas dos charqueadores em atividades de cunho cultural que irao caracterizar, durante estes anos, Pelotas como a cidade mais aristocrática do Estado, conforme afirmam autores como Júlia Lopes de Almeida, quando em visita a nossa cidade.

Doce de Pelotas

Devido ao acúmulo de capital proveniente da economia saladeiril e da disponibilidade de tempo gerada pela produçao do charque ocorrer somente de novembro a abril, os pelotenses possuíam maiores condiçoes de se dedicar a atividades de lazer.
O constante contato com a Europa através da exportaçao do charque, cujos navios transportadores retornavam com os mais variados produtos e objetos de outras localidades, permitiu que a sociedade de Pelotas desenvolvesse práticas semelhantes as somente presentes nas civilizaçoes consideradas mais adiantadas para a época. Já antes de 1860 haviam indícios de salas de leitura e publicaçao de livros e jornais.
Os saraus, companhias teatrais e as recitas musicais, entre outras atividades, tinham programaçoes quase que diárias no interior de pomposos prédios e casaroes. Os doces eram servidos nos intervalos destes saraus envolvidos em papéis de seda rendados e franjados. Sua produçao era realizada de maneira caseira pelas mulheres e suas mucamas. Como as mulheres da época, devido as rigorosas regras de etiqueta, nao era permitido a prática de muitas atividades na rua, estas ficavam reclusas e acabavam desenvolvendo atividades de culinária, bordado, música, pintura, entre outras. Este fato, portanto, contribuiu para a intensa produçao dos doces em Pelotas, bem como o aprimoramento de sua produçao.
O açúcar utilizado nas mais variadas sobremesas, como os camafeus, bem-casados, fios de ovos, ninhos e os pastéis de Santa Clara, era trazido do Nordeste em troca do charque. Temerosas pela pequena quantidade deste ingrediente, as escravas passaram a diminuir a quantidade de açúcar na produçao dos doces, transformaçao a qual trouxe um diferencial para as guloseimas e agradou muito ao paladar de todos.

Outro fato que também contribuiu para a grande produçao e consumo de doces em Pelotas foram as próprias charqueadas. Conforme analisa Mário Osório Magalhaes em Doces de Pelotas: Tradiçao e História, a sociedade pelotense procurou abrandar, "adocicar" sua imagem saladeiril através da adoçao de requintados costumes, constantes atividades intelectuais e imponentes festas e construçoes: "E é aí que se insere o doce, embora nao como protagonista principal, pois essa civilizaçao se sustentava no suor negro, na puniçao do escravo, na faca assassina, na degola do boi, no arroio tinto de sangue, no cheiro de carniça, nas mantas de carne sob o calor do sol. Enfim, o que houve em Pelotas foi uma civilizaçao do sal, mas que procurou atenuar seus rituais de castigo e de brutalidade adocicando-se em cortesias, amabilidades, versos rimados, saudaçoes solenes, dedicatórias rebuscadas e, veladamente, sensuais."

Foi com o declínio das charqueadas causado, entre outros fatores, pelo fim da escravidao (este tipo de mao-de-obra era a mais utilizada pela indústria saladeiril e os próprios escravos eram os maiores consumidores da carne salgada no Norte e Nordeste brasileiro e nas Antilhas), o começo da produçao do charque em outros municípios do Estado (gerando uma maior concorrencia) e o surgimento dos frigoríficos (os quais dispensavam a salga da carne) que os doces pelotenses ganharam projeçao nacional. A partir da década de 1920, passou a ocorrer uma propaganda, a nível nacional, desta tradiçao doceira, até entao restrita ao interior dos casaroes, com fins de valorizaçao comercial. Passou também a ocorrer o cultivo de frutas de clima temperado pelos imigrantes alemaes pomeranos e franceses, principalmente do pessego, em nossa zona colonial.
Esta, e demais frutas passam a ser vendidas nao somente ao natural, como também na forma de doce, de geléia, de conserva e de pasta.

Logo, o açúcar e o sal foram complementares para o florescimento de Pelotas. Embora os doces e conservas nao tenham recuperado o desenvolvimento que marcou nosso município de 1860 a 1890, esta é uma tradiçao a qual faz parte da sua formaçao histórica e ainda é cultivada em grande escala.
Muitas das receitas portuguesas trazidas pelos colonizadores e pelos navios transportadores do charque ainda sao conservadas pelas doceiras pelotenses. As transformaçoes e criaçoes de novas guloseimas só trouxeram qualidade para os produtos. Para Pelotas efetivamente merecer o título de Capital Nacional do Doce é fundamental que ela conheça e preserve sua história para nao cometer os erros os quais ocorreram no passado e poder se basear nas experiencias já realizadas para o melhor aproveitamento possível de sua tradiçao. Outro ponto fundamental é a valorizaçao da produçao artesanal das doceiras já que é ela quem abastece as mais famosas Doçarias de Pelotas.

Vale ressaltar que, apesar de nossa cidade possuir a titulaçao de Capital Nacional do Doce, esta é uma marca apenas verbal, nao estando registrada.

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