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O Barão: Aníbal Antunes Maciel (04/09/1838 - 22/03/1887), natural da cidade de Rio Grande, era filho de Felisbina da Silva e do Coronel Aníbal Antunes Maciel, pecuarista. O Barão era pecuarista e tinha formação superior, sendo bacharel em Ciências Físicas e Matemática. Casou-se com Amélia Hartley Antunes Maciel em 11/08/1864, recebendo nesta ocasião o Solar como presente de casamento de seu pai. Foi agraciado com o título de Barão de Três Serros em 26/04/1884, por ter alforriado seus escravos todos de uma vez, quatro anos antes da Princesa Isabel assinar a Lei Áurea. Três Serros era o nome de uma de suas fazendas. Foi ajudante de ordens do Conde de Porto Alegre na Guerra do Paraguai, merecendo a Cruz de Bronze. Foi Comendador Imperial da Ordem de Cristo, Vice-presidente da Biblioteca Pública Pelotense e Vereador em 1882. Era proprietário das fazendas São Pedro, Do Pavão, Do Paraíso, das Três Cruzes, no Rio Grande do Sul e das fazendas Salsipuedes e Arroio Malo, no Uruguai. Criava gado para as charqueadas. Faleceu no Solar, aos 49 anos, em decorrência de uma antiga lesão no coração, que havia adquirido na Guerra do Paraguai.
A Baronesa: Amélia Hartley de Brito (17/12/1848-14/01/1919), carioca de nascimento, filha de João Diogo Hartley e D. Isabel Fortunata de Brito, neta do inglês John James Hartley, fundador do London Bank, no Rio de Janeiro. Casou-se aos 17 anos de idade com Aníbal Antunes Maciel, vindo residir em Pelotas, em 1864. Tiveram catorze filhos, dos quais seis morreram ainda bebês. Era espírita, diferentemente do marido, que era católico. Depois da morte do Barão, em 1887, a Baronesa transferiu-se para o Rio de Janeiro em 1889 e o Solar passou a ser habitado pela filha primogênita do casal, Amélia Aníbal Hartley Maciel (06/01/1869-15/06/1966). A Baronesa se correspondia freqüentemente com a filha através de cartas até a morte daquela, em 1919.
D. Sinhá – Amélia Aníbal Hartley Maciel (06/01/1869-15/06/1966) era filha dos Barões, ficou conhecida pela alcunha “D. Sinhá”, como era chamada pelos empregados. Casou-se em 13/04/1890, com Lourival Antunes Maciel (10/04/1857-12/03/1948), seu primo. Foram eles que permaneceram na casa após a transferência da Baronesa para o Rio de Janeiro. Tiveram doze filhos, dos quais seis morreram quando bebês, como havia ocorrido com a Baronesa.
Déa Antunes Maciel (1909-1979) era filha de D. Sinhá, neta da Baronesa. Ela nunca se casou. Descendentes da família contam que os pais lhe haviam negado o casamento com um pretendente, por esse motivo não desejou nenhum outro casamento. Foi a última moradora do Solar, tendo permanecido nele até meados da década de 1960, depois o usava como casa de verão, passando a maior parte do tempo no Rio de Janeiro. Após o seu falecimento o Solar ficou sendo cuidado apenas por caseiros e mais tarde passou um período abandonado.
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