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Histórico – Família de Aníbal e Amélia Antunes Maciel
      O terreno do Parque da Baronesa foi adquirido pelo Coronel Aníbal Antunes Maciel, em 1863, para presentear seu filho, de mesmo nome, Aníbal Antunes Maciel, futuro Barão dos Três Serros, por ocasião de seu casamento com a jovem Amélia Hartley de Brito, o que ocorreu em 1864.       Ela era filha de ingleses sócios do Banco de Londres no Rio de Janeiro, que estavam abrindo uma filial em Pelotas. O Barão era charqueador e recebeu este título do Imperador D. Pedro II, por ter participado do ato que emancipou os escravos de Pelotas em 1884. Foi a família Antunes Maciel que construiu o belíssimo prédio onde se encontra hoje o Museu, pois no local havia apenas uma pequena casa. Aníbal e Amélia tiveram quatorze filhos, dos quais seis morreram muito jovens. A família costumava ir para o Rio de Janeiro no inverno (de abril a outubro) e ficar em Pelotas no verão (de novembro a maio). Com a morte do Barão, em 1887, e a maior permanência da Baronesa no Rio de Janeiro a partir de 1889, uma das filhas do casal, Amélia Aníbal Hartley Maciel, casada com seu primo Lourival Antunes Maciel, continuou habitando o Solar. Estes tiveram doze filhos e, assim como ocorrera na geração anterior, seis faleceram.
       A Baronesa e sua filha Amélia corresponderam-se freqüentemente enquanto aquela morou no Rio de Janeiro, nessas cartas percebe-se a relação afetiva entre as duas e para com toda a família. Em alguns trechos há referência ao espiritismo, religião da Baronesa. Na casa havia um sincretismo religioso, já que alguns eram católicos e outros espíritas. Outra característica da família Antunes Maciel, pela qual ficou conhecida em Pelotas, era a caridade que praticava, pois costumavam dar alimento aos necessitados. A última moradora da “Chácara”, como era chamada a casa, foi Déa Antunes Maciel, que não se casou. Assim como sua mãe e avó, ela costumava ir para Rio de Janeiro durante o inverno.
      Durante a década de 1970 acabou por ficar nessa cidade, vindo apenas esporadicamente a Pelotas, de forma que a “Chácara” começou a ficar abandonada, sendo cuidada apenas por caseiros, já que nenhum descendente da Baronesa aqui permaneceu. Em 1978 a casa foi doada pela família ao município de Pelotas.


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